Domingo, Agosto 21, 2005

Palocci mostra como faz

Hoje o ministro da economia Antonio Palocci deu uma entrevista coletiva à imprensa, onde deu explicações sobre o seu possível envolvimento em escândalos que todo mundo esta cansado de ouvir falar. Bom, podemos dizer com segurança que Palocci deu um tapa de luva. Tapa de luva na turma do Dirceu, que sempre quis ferrar com ele e por pressão do povinho do Dirceu que a lama respingou no Palocci, bom, o Palocci foi o único do governo que teve coragem de encarar a imprensa, e sem rodeios, não faz nem uma semana que o escândalo veio a tona e ele já foi à imprensa.

Gostaria de saber quando que Dirceu e Lula vão ter coragem pra isso. O Lula nunca foi porque é um ignorante, seria massacrado, ele prefere falar só em palanque com platéia comprada onde fica falando causos de quando conheceu algum retirante ou ditos populares. E o Dirceu não vai porque tem o rabo preso, armou todo o golpe, tava preparando tudo na maior cara de pau, é lógico que ele não vai ter como sair da saia justa que a imprensa deixaria ele numa coletiva.

Outra coisa interessante de ver é como a turma do Dirceu ainda manda dentro do PT. Por que o PT não partiu em defesa do Palocci quando começaram as acusações contra ele? Por que não fizeram como fizeram com o Dirceu, onde até o presidente mandou cartas de apoio? Quando a coisa começou a estourar no rabo do Palocci a reação do Lula foi mais ou menos “- Te vira meu”.

Cagada do governo, a área econômica é a única de respeito nesse governo. Se cair o Palocci, o Lula vai estar ferrado, vai colocar quem no lugar? Alguém que os imbecis da esquerda gostem? É impeachment certo pra ele, ou vai colocar Delfin Neto? Bom, esse último provavelmente obrigaria que o PT desmonte todo o aparelhamento Estatal que criou e não moveu uma palha pra desmontar até agora. Ai o Lula morreria pela própria esquerda.

Bom, agora é esperar e ver como a coisa vai repercutir. Espero que todos voltem o olhar pra onde está o problema de verdade, o aparelhamento da máquina estatal pela turma do Dirceu. E que o PT pare de falar que quer esclarecer tudo e nem mesmo pune os envolvido nos caso por pressão da ala do Dirceu dentro do partido.

Domingo, Agosto 14, 2005

Atraso

Gente, minha vida anda meio atrapalhada, a faculdade ta me apertanto, esqueci do Blog. mas até o meio da semana eu escrevo alguma coisa, só preciso de um tempinho livro.

paciencia pessoal.

Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Lula não pode deixar a presidência

Isso mesmo, eu sou contra Lula deixar a presidência. Tremendamente contra, seria um erro terrível, o Brasil estaria dando um tiro no próprio pé. O governo Lula ao menos não governa mais nada, Lula vai ficar só no feijão com arroz até a próxima eleição. O problema é que se ele cair fora vai entrar alguém, e esse alguém é capaz de querer governar, ai sim a coisa fica feia.

Pra começar vamos mostrar que temos memória, e buscar na história recente do Brasil os últimos vice-presidentes que assumiram a presidência: Jango, Sarney e Itamar Franco.

O Jango era vice do Jânio Quadros, sua eleição mostrou que a população esperava um governo de direita, conservador, era a Guerra Fria, Cuba era algo recente, tava todo mundo com o pé atrás, e como na época o vice era eleito em separado, elegeram o Jango como vice, mas não se esperava nada dele. Ai o Jânio renuncia achando que voltaria nos braços do povo, se ferro, ele e o Brasil, porque depois disso assumi o Jango. A sociedade elege um conservador de direita como presidente e termina com um reformista capacho do Brizola que se achou no direito que governara seu modo. Não deu outra, os militares que já estavam de olho fazia tempo agiram.

Depois de 20 anos de governo militar, reabertura política finalmente. Governo eleito indiretamente, o presidente seria Tranquedo Neves, durante a ditadura era MDB (partido da antiga oposição), mas colocam Sarney como vice, que era ARENA (partido da antiga situação), a mensagem era clara, todo mundo queria um governo novo, mas os membros do antigo governo estariam presentes, mas mais como observadores. Acontece que Tranquedo morreu e o Sarney resolve assumir e governar. Todos lembram os dias de gloria da década de 80.

Depois de engolir o Sarney, tivemos a primeira eleição, ganha Fernando Collor, jovem presidente, com proposta de inovação e abertura econômica, e inserção do Brasil da economia de mercado neoliberal, que como vice pega a pessoa mais inexpressiva que encontrou: Itamar Franco. Acontece que ele colocou um monte de ministros jovens, que tentaram mudar tudo da noite pro dia, o governo ia mal, ai aparece um monte escândalos (hoje ninguém daria bola) e um monte de deputados e esquerdistas com seu ranço revolucionário resolvem caçar o presidente. Collor já não governava mais nada, o segundo escalão do governo já tinha tomado conta de tudo, mas mesmo assim resolvem derrubar o presidente. Itamar Franco é presidente, realmente eu não sei o que falar dele, mas o fusca voltou a ser fabricado.

Vice-presidente no Brasil é a maior bomba. Vamos fazer um pequeno exercício mental. Lula foi eleito por uma população que queria mudanças, mudanças sociais principalmente, distribuição de renda, um governo sério, mas com medo que o PT viesse a fazer aquilo que sempre disse que queria fazer antes, deixou o governo com minoria no congresso, isso não significa uma situação ingovernável, mas sim que Lula deveria ser um presidente conciliador e negociador. Acontece que conciliou e negociou na base da compra de voto. Agora Lula não governa mais do mesmo, acontece que se ele cair, quem assume? Alencar? Por favor, imagina se ele resolve governar. Mas digamos que Lula cai e o Alencar resolve não assumir. Severino Cavalcanti é presidente.

O governo se inicia de um jeito e termina de uma forma completamente oposta, isso é terrível para o Brasil. Além de que imagina o que os estrangeiros pensam do Brasil, um país que derruba um presidente a cada dez anos. Lula na presidência pode ser ruim, mas agora ele ta amarrado, o problema é sair ele que ta controlado e entrar um desses abobados já citados. Lula não pode sair, é um tiro no próprio pé que estaríamos dando.